20 de Agosto de 2009

...é terrível!...é terrível!...

 

O dia em que o mundo acabou, não teve piada nenhuma. Nem foi bonito. Tudo porque muitas pessoas tinham coisas combinadas e não foi nada de bom tom, sujeitá-las à vontade de um capricho, como é o caso da decisão relâmpago de o mundo terminar.

 

No dia em que o mundo acabou, por temerem o prejuízo total, os matadouros tiveram de, num ápice, vender toda a carne ao desbarato. Fizeram promoções insanas como, por exemplo, vender uma metade de um cabrito e ofertar uma dúzia de frangos com miúdos (lá está a vossa mente a pensar num determinado pedófilo americano que se lixou por causa dos analgésicos...hum...anal-gésicos...tem tudo a ver com essa determinado...coitadito, vá lá!), e respectiva embalagenzita de sangue.

Mas não foi só o sector das carnes que sofreu um revés. A imprensa escrita teve também a vida complicada. As noticias que eram para ser apresentadas ao público na edição do dia seguinte, tiveram de sair numa edição especial e alargada no dia...anterior.

 

No dia em que o mundo acabou, choveram processos e recursos nos tribunais. Em causa esteve a deficiente informação que foi disponibilizada somente no dia que antecedia, a maior e mais marcante efeméride.

Embora por várias razões, revelou-se infrutífero todo o aparato criado pela vox populi, pois os tribunais estavam de mãos atadas e ocupados com um assunto prioritário que merecia célere resolução, ou seja, os restantes dias que ficaram por gozar das férias judiciais.

 

No dia em que o mundo acabou, reinou a ruína e a bancarrota...e o Trio Odemira...

E houve gritos e histeria. E houve muito pranto e queixume. E as pessoas uniram-se em agonia e azia, como que se de uma indigestão se tratasse, assim como quando se come carapauzinhos em molho de escabeche do dia anterior.

 

No dia em que acabou o mundo, não havia viv'alma que não sentisse a amargura, de não mais se saber a resolução do Processo Casa Pia.

E só por isso, houve guinchar desmedido e fungar incessante.

 

O dia em que acabou o mundo, foi fraquito. Pessoalmente, nem a surpresa soube!

Eu nem saí de casa para ir ao pão comprar hipermercado...perdão, comprar hipermercado para ir a um pão...bom adiante.

Eu nem como pão...

escrito por centrodasmarradas às 23:55 linque da crónica
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