15 de Setembro de 2009

...aquilo não era...!??...não, deixem lá...

 

Senhoras e senhores, meninas e meninos.

Neste espaço que ocupo, coloquei uma questão em cima da mesinha de cabeceira.

 

Qual é a primeira coisa que vos passa pela cabeça quando uma patrulha que mal vos avista, orienta-vos para a beira da estrada?

Quem disse que a resposta é "será que tirei a droga do carro?", ganhou um isqueiro de fogão do Preço Certo.

Quem respondeu "lá vem a Páscoa para alguém.", ganhou um cd com um discurso do Paulo Portas gravado a 45 rotações.

E finalmente, para quem respondeu "pronto!...fo##-#e!", ganhou uma fotografia a preto e branco da "Manu" sentada ao colo do Salazar.

 

Quem não sente necessidade de agir como um menino bem comportado, quando surge um polícia por perto?

Eu falo pelos meus dois pinguins de Magalhães! Eles sabem.

Há qualquer coisa que intimida num polícia. Qualquer coisa que nos faz crer piamente, que ele nos vai ler os pensamentos e conseguir até ver aquele dia, em que desviámos uma moeda das alminhas junto à casa da avozinha.

Por vezes, até pode ser que ele só queira pedir uma informação, pedir ajuda, ter um ombro para chorar. Mas quando se abeira de nós, sentimos na base do nosso crânio, que vamos pagar por tudo de mau que fizemos e que o purgatório é, afinal, terreno...

 

De todas as coisas espectáveis que me apetece retorquir (após os preliminares da praxe do senhor que se debruça e saluta sobre a porta da viatura), deparo-me sempre com algo que éticamente não é recomendado, mas avanço com uma proposta que não será fácil de decorar, por isso improvisem à medida que vos vão fluindo as palavras à cabeça.

Eu proponho começar por atordoá-lo com esta pergunta:

- Posso descarregar a minha indignação na forma verbal cuidada e sem rodeios?

De seguida, asfixio-o com uma outra pergunta, desta vez uma bem longa que o faça perguntar-se, que raio o terá levado a dar ordem de paragem a uma viatura que transporta no seu habitáculo, um ente de cérebro hiperactivo e que, na melhor das hipóteses, não é deste sistema solar.

- Se lhe comunicar que me encontro pleno de funções físicas e mentais, se lhe assegurar de que não ingeri substâncias proibidas e/ou ilícitas que possam reduzir a minha reacção e se lhe jurar que a viatura encontra-se aprovada nas suas elementares funcionalidades principais, dá-me autorização que execute uma fugaz evasão sem olhar à velocidade, já que estou e estava já com pouco tempo para chegar pontualmente ao destino?

 

Depois disto, ou vou preso por suspeita de ingerir água não potável, ou enfiam-me numa camisa de forças, coisa que até gostava de experimentar...haverá no meu tamanho?...

escrito por centrodasmarradas às 00:13 linque da crónica
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