21 de Setembro de 2009

...eu existo, gritou o grão de pó...

 

Como é que consigo arranjar tempo para tudo?

Como efectuar duas coisas ao mesmo tempo?

Como é que se consegue perder tempo?

Como dar um tom mais verde ás ervilhas?

 

Sendo já tarde e muita gente vem dos centros comerciais, depois de fazer tempo por terem bastante tempo para gastar tempo, achei por bem divagar sobre o que mais almejamos na vida, ou seja, que fazer ao tempo.

Sempre que alguém se dirige a mim para conhecer-me, além de inoportunamente calcar o meu abrigo, uma pergunta que é disparada inadvertidamente é "o que é que fazes?".

E pimba! Deixa-me logo sem trunfos. É a pergunta mais difícil para se responder num curto espaço de tempo.

Daí eu responder com uma pergunta:

- O que faço? Mas em habilidades ou à mesa!?

Isto basta para deixar o interlocutor à procura do que comeu no último almoço comemorativo do 25 de Abril, dando-me a oportunidade de pensar numa actividade responsável, como governador do Banco de Portugal...ou cão pisteiro no Estado do Texas...

 

Esfarelar tempo é o que costumo mais fazer.

É como um passatempo. Tentar realizar várias acções ao mesmo tempo. O máximo que já consegui foi ligar o portátil e o telemóvel, activar o alarme para o dia seguinte neste último, ligar a televisão (dia em que não apareceu o Toy em nenhum dos canais), beliscar uma sandocha, ligar entretanto a internet e gritar "JÁ DEI!!", quando tocaram à campaínha.

Para quem se está a perguntar neste momento, se a casa de banho é uma divisão onde se pode realizar esta experiência, a resposta é sim. A não ser que o tampo da sanita esteja solto. Neste caso uma das mãos estará sempre de sobre-aviso, não vá o tampo pregar uma partida.

 

Outra coisa é fazer tempo. Se há coisas que mais desprezo, abomino e detesto, uma delas é sem dúvida, fazer tempo à espera de alguém.

E nunca percebi muito bem essa coisa de "fazer tempo à espera de alguém"...ou "de alguma coisa".

- Estou aqui a fazer tempo, enquanto não chega a minha vez de levar com o carimbo.

Ora acompanhem-me nesta reflexão meritória do canto de um kookaburra.

Se queremos que a espera seja o mais breve possível, se queremos encurtar a distância temporal que nos separa do objectivo ou sujeito, deviamos estar a definhar, destruir, "escavacar" o tempo e não, a fazer tempo!

Fazer tempo é alongar ainda mais a espera, é tempo adicional.

Estar à espera que o tempo passe e gastá-lo a fazer tempo!?

É um paradoxo surreal...senão mesmo patético!

É a mesma coisa que eu ser contra os PPR, mas ter um em meu nome!

...acho que preciso de me sentar um pouco...(ciclos inspira-expira para um saco de papel reciclado)...

 

Por falar em "escavacar", quem é que costuma dispensar o uso do cravo na lapela, nas comemorações oficiais do 25 de Abril?

Quem acertar, ganha um utilíssimo pacote de protecção contra enxames de vespas japonesas, para usar entre as 21h e as 9h, já com 1500 mensagens escritas grátis...e uma grade de mines...de litro.

escrito por centrodasmarradas às 23:04 linque da crónica
O José Pinto Coelho provavelmente não usa cravo no 25 de Abril.
Se bem que o usa no Carnaval que já o vi
blayer a 28 de Setembro de 2009 às 16:03
Como é possivel essa cabeça ter estes pensamentos?? A minha alma fica parva com o seu poder grafico!! Continua!!
elsa a 28 de Setembro de 2009 às 21:14
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