11 de Outubro de 2009

...de médico e de louco, todos fugimos um pouco...

 

Saudações e boas festas para todos, feliz e próspera semana nova e que esta vos traga tudo de bom, quer no que diz respeito a estar de bem com a vida, quer com a senhora da caixa de hipermercado que não diz bom dia e mal sorri, mas que no fundo deve ser boa pessoa.

 

Enquanto atirava uma barra de dinamite para a casota do cão do vizinho, que não se cala durante toda a noite e dorme tranquilo durante o dia, veio-me uma interrogação meritória de meditação e de busca pela resposta. "Ontem deve ter sido dia de qualquer coisa", pensei.

E a verdade é que foi. Ontem foi o Dia da Saúde Mental e só isso, é o que considero um passo extraordinário em frente na mentalidade portuguesa. Enche-me de orgulho reconhecer um tendão de Aquiles tão sensível quanto este e ainda aceitar fazer referência a esta minoria no meu calendário.

Isto tudo porque as doenças mentais afectam uma em cada quatro pessoas. Daí ser bem esclarecedor haver só um dia por ano dedicado a esta causa nobre. Fosse a média mais numerosa, teríamos um feriado ou uma semana...

É saudável, contudo preocupante, que só um português em cada quatro, reconheça para ele próprio que mentalmente não está saudável.

É certo que longe vão os tempos dos duches de água gelada, mas o que me preocupa é que, se acabarem com o teste patético das pranchas com borrões de tinta (Teste de Rorschach), vai ser mais difícil encontrá-los.

Eu creio que se fosse apanhado, não seria um paciente muito cooperante:

- O que vê neste cartão?

- Um borrão de tinta.

- E neste?

- Um outro borrão de tinta.

- Bom e agora?

- Vejo que a gráfica que vocês contactaram, fez um serviço miserável...

 

Estive a falar de insanidade pura e não de insanidade temporária.

insanidade temporária é para meninos.

É digno de quem tem medo de trazer o "bico de panela de pressão" fora da panela. A maioria prefere negligenciá-lo, a ter de soltá-lo quando ele sente necessidade. Outros recusam-se a deixar o ar sair liberto continuamente. E depois dá o quê?

Exactamente. Insanidade temporária...

 

Mas e o que dizer da mania de perseguição?

Muita coisa. Um bom exemplo é a suspeita perpétua de que a polícia conspira sempre contra nós. Temos um carro na estrada identificado e sentimos que há logo ali matéria para especular sobre uma conspiração contra nós. É verdade! Se não, aquele formigueiro na base do crânio quando se vislumbra a viatura no horizonte, é o quê!? Caspa!?

Não. Não me parece.

 

Engraçada a situação que me surgiu na mente, enquanto dava ás gaivotas bolacha esfarelada previamente embebida num potente laxante.

Imaginem um dia temático feito num hospício. Palestras sobre diversos assuntos, visitas guiadas pelas instalações, acções de esclarecimento ao público (e também a alguns pacientes que não saibam porque ali estão), piquenique familiar. Se alguém se distrai e fica para depois da hora do fecho dos portões, como consegue provar que está bem mentalmente para conseguir sair para o mundo exterior?

Faz o quatro?

Assina um termo de responsabilidade?

Faz uma imitação do Mika?...

 

Por agora é tudo, são então no total 10 caricas de Orangina C, uma pastilha Super Gorila e um palito. Querem que embrulhe com um lacinho, ou o hamster leva as coisas nas bochechas?

escrito por centrodasmarradas às 23:22 linque da crónica
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