12 de Outubro de 2009

...pura lã virgem...em 2ª mão...

 

E se hoje falasse do impacto que a abstinência sexual do albatroz comum, tem na sua rotina anual em alto mar e o peso que isso implica numa relação a dois?

Ou então, que tal explicar a minha teoria de que o albatroz comum, não passa de uma gaivota geneticamente modificada, numa experiência secreta em laboratório?

Ou ainda, rir como se não houvesse amanhã, graças a uma compilação de imagens das primeiras abordagens ao solo, realizadas por um juvenil de albatroz comum?

Não? Muito bem.

Próximo assunto, então.

 

Quem não se lembra da primeira vez?

Tenho consciência que é um assunto algo privado e somente partilhável com os que são merecedores da nossa confiança.

Mas façam um esforço. Espreitem por cima do ombro para garantir que ninguém está a sondar-vos e libertem a lembrança dessa memorável experiência. Digam "sim, também me aconteceu". Deixem-se ser invadidos pelo nervosismo galopante do momento antecessor a tudo.

Eu lembro-me perfeitamente como se tivesse sido ontem e não tenho qualquer problema em falar sobre isso, quanto mais pormenorizar.

Os cheiros, o calor, o suor, o medo de não corresponder ás expectativas...

Na minha primeira vez, o meu mal foi colocar logo o ovo sem ter colocado primeiro o óleo na frigideira. É que agarrou num ápice!

Fiquei logo ciente da diferença entre uma frigideira com fundo aderente e uma frigideira com fundo antiaderente.

Depois, nem uma pitada de sal como último desejo consenti ao infeliz do artefacto expelido pela "porta de emergência" do galináceo fêmea.

O meu merecido castigo foi ser admoestado pelos pingos que selvaticamente, saltavam do receptáculo para os antebraços.

No fim de contas e da experiência com sucesso questionável, lembro-me vivamente ter optado por uma lata de sardinhas em molho de tomate picante dentro de dois pães e dei-me por satisfeito.

Actualmente trato um ovo por tu, sem cerimónias. Desde que o tiro do frigorífico, até à taça designada para o mexer.

Já exerço o poder do garfo com mestria superior, se comparado à de um chef de cuisine. E mexo a 45 rotações, à razão de 10 movimentos por cada 15 segundos.

Coloco salsa, atum, fiambre, salsichas, fermento, por vezes uma casquita ou outra de ovo, isto se houver alguém que se faça convidado.

 

É como em tudo na vida.

Há que haver e ter uma tendência constante para melhorar, senão nem vale a pena sair da casca. Não se pode fazer uma omeleta sem ovos...é o que dizem, não sou eu que o digo.

escrito por centrodasmarradas às 21:40 linque da crónica
A minha primeira vez foi cru, á pressa, com alguma viscosidade, e uma desagradável mastigação de uns liquidos indestintos e amarelados
blayer a 17 de Outubro de 2009 às 04:53
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