11 de Novembro de 2009

...depois de casa rondada, trancas à porta...

 

Quem é capaz de dizer no seu perfeito juízo, que nunca comeu em excesso um prato gastronómico repleto de leguminosas ou derivados de cereais?

Quem é capaz de insinuar que posteriormente, não sofreu o incómodo da malfadada flatulência?

De jurar a pés juntos que nunca teve de conter a evacuação de um eminente e monumental ataque, quer por o local não ser o mais propício, quer por o local ser irritantemente silencioso?

Mas lá está. Quando surge uma aberta de feição para o prevaricador, uma hipótese irrecusável de soltar o demónio pestilento, não se olha para trás, nem se pede licença. É logo! E de seguida, este incontinente evade-se para um local mais arejado, mais limpo, menos comprometedor para o culpado, deixando para trás não um rasto de destruição massiva, mas um rasto capaz de fazer refém muitos suspeitos e por vezes, vítimas quase necessitadas de ajuda psicológica.

 

A flatulência, esmerados fiéis, está para o cólon, como o fenómeno atmosférico da trovoada está para a meteorologia...menos o cheiro nauseabundo.

Nas razões de culpabilização da flatulência, os derivados de cereais são sem dúvida, o meu infortúnio, o meu tormento. Noto mais este incómodo quando consumo massas como se não houvesse amanhã e depois, sofro as consequências exactamente no dia seguinte.

Começa com um ronronar em crescendo, depois um discreto ribombar nas paredes intestinais parecendo lembrar um grupo de Zés P'reiras dentro de uma cisterna vazia, segue-se a implícita actividade sísmica e, quando dou por mim, já é tarde demais para enviar os recomendáveis bifidus-activus em socorro da barriga inchada.

A partir daí, é sempre a descer. Conter ou soltar, eis a questão.

Aguentar as hostes em fúria aprisionadas no intestino ou abrir as comportas sem olhar a quem, mesmo que hajam reclamações, lágrimas e náuseas por parte de outros?

No horizonte, surge o alívio espelhado em algo que se pode assemelhar a um cogumelo originado por uma bomba atómica...

 

Já nos EUA ficou cientificamente mais que provado por uma mulher em Boston, que se estiver embriagado o suficiente, tem mais hipóteses de sobreviver a um ataque de uma composição de metro suburbano.

 

Julgo que brevemente, irá surgir uma nova gripe que irá fazer mais uma vez, as delícias das instituições farmacêuticas.

É que neste mesmo país cheio de oportunidades e de casos que não lembra a porra da sapatilha, há o primeiro caso registado de contágio por parte de humanos a um gatinho doméstico.

Já havia o caso de humanos a porcos que originou esta saga, agora humanos a gatos. Sinceramente, isto vai de uma maneira que qualquer dia, deixa de haver mercado para as telenovelas e passa a haver mercado para as notícias...até simpatizo com a ideia, agora que penso nisso...

E se me perguntarem qual o sintoma pandémico que gostaria de ver difundido por esta gripe utópica, aquele que demarcaria sem pestanejar, terei de dizer que seria sem dúvida, o cio.

Cada vez que imagino pessoas a subir aos telhados e a miar de desejo ao luar sem saber muito bem porquê...que fartote! Espero que as telhas aguentem.

escrito por centrodasmarradas às 00:06 linque da crónica
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