17 de Dezembro de 2009

...o hálito, não faz o monge...

 

O que estará na essência de uma bebida espiritual, para que o ritual de ebriedade seja de uma forma geral, repetido ao longo da vida ou até não se poder mais?

O que se esconderá para lá da publicidade bem conseguida e imaginativa?

Quais as probabilidades de sucesso de, a partir de agora, conseguir entregar uma recordação a Berlusconi?...

 

Tão inacreditável como ver um grupo de pinguins arrepender-se logo a seguir à entrada na água gelada e voltar para a costa quando leva com uma brutal onda (qual humano que molha o dedo do pé na água fria do mar e sente um calafrio subir pelo corpo todo), é o facto de me ter deslocado à Herdade do Vinho Limpo e Bebida Amparo a fim de entender o porquê de tal relação amor/ódio que temos com o néctar dos deuses.

 

Sobre o signo "Quo Vino?", encontro-me numa cuba de fermentação de vinho, ladeado pelo não menos inimputável Eng. Agrónomo Bagão Videira, enólogo de profissão...

- Não senhor, de profissão não. Enólogo de ocupação e provador de bebidas alcoólicas em regime de tempos livres e lazer. É preciso reconhecer a diferença.

- São ainda oito da manhã e o Eng. já se encontra assim nesse estado!?

- Assim como? Com as pernas das calças arregaçadas!?

- Refiro-me a estar já alcoolizado!

- Calma! Eu não bebi isto tudo hoje! Hoje ainda só provei um bocadinho.

- E chegou ao fundo da cuba como?

- Com uma palhinha. Comecei esta demanda já vai para mais de dois meses e devo dizer que é um enorme feito para um só homem, ao qual não posso deixar de me sentir um pouco inchado...

- De orgulho, suponho.

- Não, de vinho. Só tenho parado para dormir umas horas, por vezes guergojitar e trincar qualquer coisa logo a seguir.

- E trinca o quê? Que cuidados tem com a alimentação?

- Tenho basicamente o cuidado de molhar o pão no vinho. Desta forma subtil, o pão não arranha a garganta.

- O que me está a dizer é que não tem uma alimentação variada.

- Costumo variar, sim senhor. Como uma tigelada de vinho com pão, bebo vinho sem acompanhamento, refresco de vinho...uma vez experimentei molhar o pão no vinho, mas achei monótono.

- Assim como a sua alimentação.

- Permita-me discordar. Tenho variado de tempos a tempos. Aliás, pensando nisso, todo o processo começa a parecer-me algo rotineiro. Pão, vinho, pão, vinho, pão, vinho...

- Pois, dessa maneira não vai longe.

- Não creio. Não quando agora tenho o dobro das hipóteses de subir.

- Como assim!? Subir na carreira ou em reconhecimento!?

- Nada disso, homem! Duas escadas, dois cavalheiros para me apoiarem na subida...

escrito por centrodasmarradas às 01:18 linque da crónica
Para o norte costumam chamar-lhe sopas de cavalo cansado....nos dias de hoje para alguns é um manjar dos deuses.....
Pobre berlu o moço não teve a intenção de mandar o objecto via aérea, pois os guarda-costas eram tantos que foi a única hipotese que restou,daí ter a recepção do artigo em questão ter sido mal feita.....tadito
Ana Quintela a 17 de Dezembro de 2009 às 22:09
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