06 de Janeiro de 2010

...grão a grão, enche a galinha o prato...

 

Diz-se guardanapo ou guardanapinho!?

Foi a faca de peixe que evoluiu da colher de pedreiro, ou o inverso!?

Quantas vezes deverá um pedreiro gritar "MASSA!" para o servente!?

 

Nesta nova investida a um assunto assaz movediço, vou dar a mostrar o que é de bem e de mau na interactividade pessoal.

Para auxiliar-me nesta difícil demonstração, tenho comigo a Dona Constança Bom-Ano, professora de etiqueta com auto-doutoramento em Relações Humanas.

- Dona Constança Bom-Ano, sente-se à altura do desafio?

- Absolutamente, rico. Diga lá assuntos à tia.

- Qual a coisa que mais abomina, o erro crasso numa relação humana?

- Olhe, é do piorio quando me deparo com dois entes do povinho a cumprimentarem-se.

- Elabore.

- Elaborarei. Imagine o rico que um dos entes ainda não exerceu o direito à refeição e que o outro ente já se pode gabar de ter almoçado. É um erro de horrores astronómicos os dois dizerem "boa tarde"!

- Continue, continue.

- Continuarei. Aquele que almoçou, tudo muito certo, nada de mal. Mas o que não almoçou deve dizer "bom dia".

- Mas supondo que são 14 horas?

- Quiduxo, não interessa. É de baixo nível dizer "boa tarde", quando o estômago tem plena consciência que não recebeu nem mesmo um croquete, percebe?

- Ainda bem que tocou nesse assunto. A atracção entre croquetes e as senhoras que frequentam eventos sociais. Poderá esclarecer-me?

- Não irei. É de mau tom opinar sobre a larica alheia.

- Por ser uma regra de etiqueta?

- De todo, rico! Começa é a dar-me fome, está a ver?

- Muito bem, então. E o que lhe apraz dizer mais sobre boas maneiras?

- Olhe, acho um perfeito disparate os arranjos florais de mesa.

- Deixe ver se adivinho. Por ocupar muito espaço na mesa?

- Não.

- Por tornar-se um "espaço morto" na mesa!?

- Não, credo! Que horror! Eu explico ao menino.

Imagine que você convida algumas pessoas para jantar (membros reais de uma tribo da Papua, sei lá!). O menino sai da mesa para ir controlar a temperatura do forno e quando chega, o arranjo de flores já serviu a bem dizer, como entrada da refeição!

- Não me parece que haja muita gente a convidar chefes de tribos para almoços e jantares, tia...

- E sabe então, como alguém teve uma comitiva dessas a jantar em casa?

- Não, diga-me.

- O centro de mesa desaparece! Ai, eu não acredito! Fiz uma graçola!

Deixe-me que lhe diga, esta valeu por todas aquelas que aquele seu entrevistado disse...o Laurêncio d'Arrábida.

- Sim, tia. Obrigado pelo tempo que me dispensou. Irei transmitir-lhe essa sua observação...(suspiro)...

escrito por centrodasmarradas às 01:00 linque da crónica
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