12 de Janeiro de 2010

...ao pepino e ao borracho, põe-lhes Deus a mão por baixo...

 

Em França as árvores andaram vingativas.

Fartas de serem vítimas dos carros que as derrubavam à má fila, aproveitaram elas para os derrubar...foi um jornalista da RTP1 que disse, não fui eu. Árvores a derrubar carros deve ser uma visão dantesca!

 

Cair em cima deles, esmagá-los, riscar a pintura, dar guarida a pássaros que cobardemente aproveitam para à desgarrada, borrar a pintura e o vidro, é para meninos. No início deste século, árvore de estirpe que se preze e que queira que a tratem com o devido respeito, é "derrubar" carros! Qual arruaceiro clubístico que, com a sua hoste símia, arrepia caminho em prol do seu claro objectivo. Por isso temam, carros de pequena e grande cilindrada. Abrigai-vos sim, mas longe da copa de uma árvore! Elas conspiram a favor do vosso derrube!

 

Por cá, andou tudo dentro da normalidade. Depois dos característicos ciclones que são habituais assolar no mês de Dezembro, chegou a vez do termómetro exterior do meu bidon marcar sete graus negativos.

Apesar disso, o júbilo reinou neste fim-de-semana com quase todos (um pouco por todo Portugal), a brincarem com neve, com o trânsito, com a vizinha, uns com os outros...parece estranho em mim, mas fiquei tocado com o espírito harmonioso da coisa.

 

Estranho é quando a malvada da Protecção Civil quer ficar com o prazer e diversão todo para ela.

Eu sei que deve ser um luxo andar com o limpa-neves a abrir para cima e para baixo nos itinerários principais e complementares, sem sequer ver uma APE 50 de distribuição de pão. Imagino três ou quatro elementos da entidade supracitada, em luta acesa no percurso até ao limpa-neves, a empurrarem-se mutuamente, a puxar cabelos, a dar cotoveladas, tudo para conseguirem conduzir o veículo naqueles dias.

É totalmente inconcebível para o comum dos portugueses (falo daquele que confunde dever com direito e vice-versa), a má da Protecção Civil vir à comunicação social dizer "vai fazer muito frio e é melhor ficar por casa no fim-de-semana!" e "as estradas vão ficar com muita neve e não vai dar para ir vê-la à serra no fim-de-semana!", quando o cenário é o equivalente a estar numa aula e fora da sala, os portugueses e as portuguesas têm uma espécie de barraca do algodão doce...

 

Termino meus fiéis, com uma nota de reflexão.

Se não se fizer nada nos próximos 40 anos, acaba o mundo tal como o conhecemos. Somando a minha idade a essas quatro décadas, dá-me uma última oportunidade de arranjar alguém para o recém-construído anexo ao meu abrigo de Inverno. Reparem então nesta frase de engate:

- Olá, mulher jovial e saudável. Vou morrer com 73 anos. E tu?...

escrito por centrodasmarradas às 10:56 linque da crónica
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