24 de Janeiro de 2010

...quem muito dorme, pouco atende...

 

Para quem nunca teve a oportunidade de sentir o cheiro a rosmaninho num texto bloguístico, eis a chance de seguir em frente e continuar à procura.

 

Num país como o nosso onde tudo é normal incluindo já os bilhetes para cinema, onde tudo anda certo e o resto do mundo é que está errado, vejo-me por vezes impelido a duvidar de certas atitudes menos próprias.

É certo que quase todos nós tentamos ganhar a vida de maneira socialmente aceitável. Mas nem todos nós chegamos a esse prestigiado patamar, nem todos nós alcançamos o mérito de receber quer por conta, quer por envelope, o reembolso do I.R.S..

Chamem-me Ramapiteco se quiserem, mas a diferença entre um bom cidadão e um cidadão menos bom é, a meu ver, a capacidade olímpica que o primeiro tem em pagar com sucesso os seus impostos, cumprir com os objectivos mensais e ver que o seu dinheiro contributivo está a fluir tão bem para o "fundo perdido", como uma barreira de uma estrada competente e engenhosamente projectada flui para as vias em jeito de deslize orçamental.

Mesmo assim, continuo a ser um cidadão prestável, a contribuir com o pagamento das minhas obrigações para a estabilidade de bancos outrora privados e condescendente para com as atitudes menos próprias dos nossos governantes que têm uma vida e seriamente vos digo, não lhes gabo.

 

Em dias como este que imitam na perfeição o Pedro Granger a chorar copiosamente de uma ponta à outra de um episódio de novela, a única coisa que me dá alento, é saber que faltam menos de dois meses para que a Primavera comece. Estação esta que me faz ter uma respiração por vezes mais ofegante e uma tremenda aversão a pólenes. Mas nem tudo é negativo. Os dias começam a ficar maiores, a temperatura começa a aumentar, os pássaros chilreiam e as borboletas pululam de flor em flor, como acontece com um ministro em directos televisivos à mesma hora, mas em diferentes canais.

 

O turismo para estrangeiros.

Basicamente o turismo para estrangeiros é dirigido ao casal ou grupo que quer visitar o país, mas é parco em economias.

Chega cá para passar férias, instala-se, limpa e arruma a nossa casa, enquanto nós dedicamo-nos a coisas mais urgentes para o nosso país como são exemplos a candidatura aos Jogos Olímpicos, omissões e acréscimos de letras em palavras da nossa língua ou ainda, preencher a grelha televisiva de um canal com o maior número possível de novelas e séries de vampiros.

O turismo para estrangeiros está cada vez mais a ganhar adeptos em várias vertentes e isso vê-se um pouco por todo o território nacional.

Casos como os olivais no Alentejo e o All-garve, são singelos exemplos do sucesso deste programa. Brevemente, está previsto termos a introdução da guitarra eléctrica no fado...só para o tornar mais cosmopolita.

 

...(já agora, quantos litros de água beberá aquele rapaz por dia!?)...

escrito por centrodasmarradas às 14:40 linque da crónica
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