01 de Março de 2010

...quem tem touca, vai a Roma...

 

Consumidores de nutrientes, proctologistas, percevejos. Bem-haja...

Hoje, véspera de dia 2, iniciei a jornada como se fosse uma voz de GPS a dar indicações ao meu corpo. Além de ser divertido, deixei de ter dificuldade em encontrar ruas.

Para facilitar o entendimento de alguns que por aí insistem na ideia de que os meus monólogos são demasiados profundos e inatingíveis para o comum dos leitores, aqui está uma chapada de luva branca.

Meus fiéis, é com um enorme sentimento de dever e de justiça, que exponho perante vós o que muitos pretendem ocultar, oprimir e até dissimular. Falo-vos do significado de expressões bem pitorescas como o exemplo que coloquei no estendal e que não é de fácil compreensão. O exemplo que vos apresento é a expressão "na minha óptica".

Esta expressão foi utilizada primeiro por esse grande vulto da mecânica, o senhor Agostinho Azedo, que tenho aqui sentado junto a uma palmeira carregadinha de bicho.

- Sr. Agostinho Azedo, é uma honra tê-lo aqui neste meu espaço.

- Eu direi que é uma situação estranha mas como diz Jorge Jesus, "temes que l'aceitar".

- Se se refere à nossa localização, achei por bem fazer a entrevista junto ao estendal, aproveitando para ver a roupa a secar e esta libertar o cheiro do sabão Clarim. Diga-me de onde lhe surgiu a expressão "na minha óptica"?

- Olhe, estava muito bem na minha oficina a girar a minha sextravada, quando do nada bati com ela na óptica do carro.

- E vai daí...

- E vou daqui o quê!?...

- Não percebeu. Eu quis perguntar o que se passou a seguir.

- Ah bom! Então, a chave girou no ar, bateu na minha óptica e partiu o vidro. Depois fiz um orçamento para apresentar ao meu mediador de seguros.

- Mas explique-me como verbalizou a expressão?

- Não foi nada de mais, acredite! O meu mediador de seguros perguntou-me onde é que caiu a ferramenta e eu respondi "na minha óptica". Ele retorquiu "não quero saber a sua opinião, quero é factos". Qual não é o meu espanto, mas quando dou por mim e graças ao caricato da situação, todos passaram a apelidar a oficina de "na minha óptica". A partir daí, pegou a expressão entre vizinhos, depois clientes e logo a seguir, treinadores de futebol como é o caso do Carlos Carvalhal.

- E pelo que sei, também "deu uma perninha" no mundo da informática?

- Não sei onde foi buscar essa informação, mas a perna foi na guerra do Ultramar em Moçambique...

- Bem, eu...eu referia-me à expressão "na óptica do utilizador" que se usa vulgarmente no mundo da informática.

- Ah bom! Mas isso já é com o meu mais novo. O rapaz ou é vê-lo agarrado ao computador, ou a fazer cursos de culinária, de esteticista ou de estilista. Tem olho para a coisa, percebe?...

 

Já a seguir, a revelação dos cinco melhores locais em Portugal para apreciar um bom relâmpago e os cinco melhores locais em Portugal para apreciar um bom trovão.

escrito por centrodasmarradas às 15:26 linque da crónica
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