12 de Março de 2010

...ter mais olhos, que larica...

 

Os almoços e jantares de família.

As conversas interrompidas com frases como "passa aí o vinho", "chega-me a salada", "porque é que eu não tenho garfo!?"...enfim.

 

A fome é um mal que ataca maioritariamente no espaço compreendido entre as refeições. Por outro lado (e o que é um facto bastante curioso), a falta de apetite revela-se sempre no período posterior a estas.

O porquê destas tendências reflectidas pela fome, muitos opinam e ninguém tem a certeza. Muitos crêem ser devido à falta de alimentação, outros torcem o nariz a essa razão dando como exemplo a Etiópia, onde muitos passam semanas à míngua e não se queixam...ou queixam-se, mas a TVI não liga...

É graças a Ivan Petrovich Pavlov (1849-1936), a descoberta de que a denominada e vou-lhe chamar "estirpe do apetite", teve origem no cão.

Na altura para se descobrir se um cão estava contagiado por esta estirpe, Pavlov submetia o canídeo ao teste da sineta. A sineta tilintava e num teste positivo, o cão reagia salivando e abanando a cauda freneticamente. Para terem uma ideia, se a estirpe avançasse para um caso humano, a reacção observada poderia equivaler-se à reacção que hoje em dia, um ex-presidente do Banco de Portugal tem à sua candidatura aprovada para o Banco Central Europeu.

Mas a "estirpe do apetite" não se resume só a este exemplo.

Anteriormente na civilização romana, o povo tinha como costume ir aos lavabos vomitar durante as refeições só pelo prazer da deglutição de alimentos. Era um hábito bem visto por todos, aceitável pela sociedade. E os cidadãos da Roma Antiga andavam ali com uma linha invejada por todas as outras civilizações (foi por isso aliás, que o império romano acabou por cair), mesmo sem produtos dietéticos ou nutricionistas que eram na altura vistos como os mitrus mitra contemporâneos.

Meus fiéis, uma dúvida que vos pode surgir nas vossas meditações amadoras e sedentas de orientação, é porque terá Pavlov elaborado este estudo científico com um cão e não com outro animal qualquer. Após cinco minutos a bebericar um chá de maçã, cheguei a uma conclusão...não faço a mais pálida ideia...

Em suma, a fome pode ser uma coisa entre o mistério e o utópico e o apetite (ou a sua ausência), um efeito relativo a estímulos perpetrados pela gulosice.

Para evitarem estes sintomas agrestes, não frequentem locais onde estejam ao mesmo tempo sinetas com cães ou cães com sinetas. Agora que penso nisso, até mesmo só um cão a abanar a cauda...nunca se sabe se o apetite expressado por ele, é para nos violar uma perna...

escrito por centrodasmarradas às 15:34 linque da crónica
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