16 de Março de 2010

...mais vale um pássaro na mão, do que dois ao luar...

 

Mas o que é que gostamos mais de consumir?

Quais os pratos com maior índice de saída no nosso país?

Eu diria sopa, se fosse minha intenção responder de uma maneira simpática. Mas como não é necessário eu respeitar regras impostas por mim mesmo neste ciclo interminável de terapia, vou respondendo conforme me der mais jeito.

Aventurei-me a comer um daqueles cremes de cenoura em atraente embalagem de plástico, munido com uma colher também de plástico e isso fez-me ponderar sobre qual o sabor dos alimentos transgénicos.

Terão os alimentos geneticamente manipulados, um sabor tão plastificado tal e qual o daquele creme de cenoura embalado!?

Esta dúvida inquietou-me tanto quanto um cão fica inquieto quando sofre um ataque inconveniente perpetrado por um trio de moscas por cima da sua cabeça.

Decidido a esclarecimentos, voltei à Serra da Arrábida para discutir esta questão com o mais bem escondido terrorista luso, Laurêncio d'Arrábida.

- Laurêncio d'Arrábida, obrigado por me receber mais uma vez.

- Eu tinha um pressentimento que ía voltar, sabe?

- Não me diga! A sério?

- Não.

- Laurêncio, os alimentos geneticamente manipulados podem adoptar sabores que não os seus?

- Isto é devido áquela questão da sensação de estar a comer um creme de cenoura embalado e ele ter um sabor plastificado?

- Exactamente!

- Isso é estúpido! Todos sabem que o creme deve ser colocado num prato e comer com uma colher de inox.

- Bom, mas se não houver outra possibilidade alternativa de comer o creme?

- Opta então por comer tâmaras ou uma sandocha de requeijão com doce de abóbora! Pelo menos não faz caretas enquanto sorve o creme!

- Mudando de assunto e falando agora de caldo verde. A malga de caldo verde quando servido, deve levar uma ou duas rodelas de chouriço?

- Depende da hora a que o colocar. Se colocar antes, a gordura do chouriço por si só vai ser absorvida pelo caldo, dando-lhe um tempero suficiente. Se colocar depois, terá previamente de calcular o tempero para que a adição das rodelas não altere o sabor.

- Muito bem, Laurêncio d'Arrábida. Vejo que não percebe só de terrorismo.

- Sabe que aqui tenho tempo para muita coisa e a culinária é um mero passatempo no meio de muitos outros.

- E que outros passatempos?

- O desenvolvimento de laxantes que não deixem vestígios na comida, a não ser os efeitos expectáveis no alvo em questão, por exemplo.

- E imagino qual é a base desses laxantes...

- Tâmaras! Sabe que a tâmara, além de uma fruta que pode ser ingerida na época ou até seca, é também um laxativo natural facultado pela natureza. Leve um saquinho delas, eu insisto!

- Pois, tâmaras...bom, tenho de aproveitar enquanto ainda se vê o caminho da serra. Aceito. Nunca se sabe quando a prisão de ventre pode atacar.

- Já reparou que a prisão de ventre pode ser encarada como uma forma de terrorismo orquestrada pelo nosso corpo?

- É pelo menos, digno de merecida referência...

escrito por centrodasmarradas às 15:17 linque da crónica
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