18 de Março de 2010

...não há tortura, que não dê em miséria...

 

Estimados fiéis, como é meu apanágio, primo por arte sacra de excelente requinte e invulgar. Estou ainda a suspirar com um fresco comovente que adquiri na feira.

Trata-se de uma obra de arte do período impressionista, onde o artista desconhecido retratou alguém semelhante à "Manu" Ferreira Leite vestida elegante e pesadamente de cardeal e, em segundo plano (surgindo detrás), aparece o que se assemelha a um Paulo Rangel vestido de frade com respectivo hábito preto. No céu sombrio por cima destes, aparecem imensos pequeninos querubins com a cara do putativo Paulo Rangel e aos pés destas duas principais figuras, um "piqueno" trovador com a cara do hipotético Paulo Rangel que canta algo para o cardeal. Na parte direita meio sumido, um outro Paulo Rangel vermelho de raiva e em monólogo, vocifera palavras de pseudo-superioridade para touros, onde estes reagem exibindo um ar jocoso e até delirante, a pontos de um deles estar prostrado com as patas anteriores na barriga, em jeito de não aguentar de tanto rir.

Segundo comunicado, este ser vivo (o Paulo, não o touro), não reconhece direitos aos seres vivos da fauna planetária. Fiquei indignado tal e qual um morcego fica, quando sofre um ataque de enurese nocturna enquanto descansa.

Não preguei olho até descobrir o paradeiro do único animal de estimação deste ser vivo (continuo a referir-me ao Paulo). Enclausurado estrategicamente junto à demais documentação referente a memórias de uma infância feliz relacionada com animais e que poderia vir a tornar-se constrangedora se descoberta, encontrava-se "Pantufa" (chamemos-lhe assim), um patinho de borracha que quando se aperta, solta um "pás, pum, póc e liberdade".

- "Pantufa", o que lhe apraz dizer sobre o recente comunicado do Paulo, em que este se mostra contra os direitos legítimos dos animais?

- O Paulo e eu andámos na mesma colónia de férias. Era um garoto rechonchudo, que gostava de ser o centro das atenções e desde aquele tempo, sempre lhe fez alguma espécie as outras crianças gostarem mais de animais do que dele. O Paulo não pode com esse género de concorrência. Desde a clássica lata atada ao rabo do cão ou a enervar os touros na lezíria, fazia de tudo.

- E o que acha que se passa agora com o Paulo?

- Eu tenho o ensino superior feito, sabe? Sou um ser do direito, bem instruído e notado na multidão. O caso do Paulo não passa de uma estratégia premeditada pelo próprio. No Parlamento Europeu começou por relatar muitas bestialidades que a seu ver, se praticavam em Portugal contra a Democracia. O que o Paulo está a realizar nesta segunda fase do seu plano, não passa de um acautelamento para que os animais jamais ganhem o direito ao voto e, através deste processo democrático se voltem contra ele quando for despachado do Parlamento Europeu para o seu devido lugar.

- Está-me a querer dizer por outras palavras que em Portugal há animais que correm o risco de ser silenciados!? Mas isso é uma afirmação grave!

- Tenha como exemplo a recente "Lei da Rolha". Assim como o Paulo, há muito militante que diz...digamos bestialidades. E quando a bestialidade começa a sair mais por cima do que por baixo, a rolha tem de ser relocalizada...

escrito por centrodasmarradas às 10:29 linque da crónica
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