27 de Abril de 2010

...amigos, amigos, negócios à arte...

 

Qual o intuito criativo expresso nos nomes das operações policiais?

Existirá um gabinete próprio com agentes, cuja especialidade única seja a de criar um nome que faça todo o sentido, consoante a operação a desencadear?

Se não respeitar um sinal vermelho, quais as probabilidades de embater numa viatura do Estado?

 

Aproveitando uma rusga em bairro alheio, decidi apelar à minha sequiosa curiosidade e questionar as autoridades, de maneira a satisfazer o conhecimento.

Dentro do espírito que me rodeava, resolvi munir-me de caçadeira, botas de cano alto e de sola vistosa, blusão preto de pele de carneiro e uma cartucheira a tira-colo.

Apesar de todo o meu esforço inglório demonstrado nesta primeira tentativa de bem misturar-me e ser aceite entre os demais, a abordagem revelou não ser a mais correcta e acabei no chão, todo eu espasmos musculares, devido a uma valente descarga eléctrica de 400.000 volts.

Já recuperado, a segunda tentativa garantiu o resultado oposto (disfarçado de colaboradora de empresa de limpeza ao domicílio, com o respectivo carrinho e líquidos diversos).

Segundo o que consegui apurar na conversa com um binómio à entrada do bairro, a operação tinha como nome "OPERAÇÃO C'UM FILHO DA MÃE" e tratava-se da captura de uma voz hostil, que se insurgia ultimamente de forma descarada contra certos elementos da magistratura portuguesa. Mais tarde, lá o vimos descer do prédio, amordaçado e com um capuz preto, sem oferecer resistência muito graças à descarga eléctrica anteriormente administrada pelos seus captores, levando estes consigo uma pá e um balde contendo soda cáustica. Indaguei ao elemento quadrúpede do binómio (muito mais cooperante, comunicativo e de resposta clara), qual a finalidade de tais utensílios ao que a resposta foi "au-au-uof-auf". Eu devo confessar que, algures, sinto que as nossas opiniões se encontram, tal o poder expressivo e simpatia que este elemento deixa transparecer.

Com o processo dado por terminado, agi em conformidade e resolvi dar por concluída a minha actuação porque, se dedicasse mais tempo a observar aquele espectáculo de acção, luz e cor, das duas uma, ou ia haver lágrima, ou as meias de vidro iriam decerto desmascarar-me. Por fim, despedi-me do elemento bípede com um "coça-coça" atrás da orelha e uma palmadita gentil no lombo. Com o elemento quadrúpede de sexo feminino, ficou combinado um jantar numa casa de sopas e uma ida a um concerto da Ana Free, óptimo para uivar à desgarrada...

escrito por centrodasmarradas às 20:30 linque da crónica
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