28 de Abril de 2010

...quem anda à chula, molha-se...

 

Hoje vou-vos contar a comovente história do Paulinho. Um animal que preferia ser o seu próprio bichinho de estimação...

Estou a brincar, não vou nada! Mas assustei-vos por um instante, não foi!? Vá lá, não sejam ridículos! Parem de rebolar três vezes para a esquerda, uma para a direita como os jogadores de futebol que levam uma sarrafada numa perna e queixam-se da outra.

 

A difícil arte de bem improvisar exige do putativo candidato, desembaraço, muita prática e requer um extraordinário contínuo poder de concentração.

Quando se faz asneirada da grossa, costuma passar na nossa mente (habitualmente num espaço compreendido de poucos segundos), uma lista em modo de ficha técnica como se de um filme se tratasse. Nessa lista constam as melhores justificações que nos parecem ser as mais plausíveis e as mais coerentes, dignas de suavizar a nossa incompet...a nossa falta momentânea para tomar a decisão correcta.

Por exemplo, no meu tempo de infante, a primeira desculpa que me saiu foi "não fui eu". E resultou! Pelo menos, as primeiras dez vezes resultaram, depois foi o descrédito. Aprendi uma valiosa lição para toda a vida...nunca utilizar a mesma desculpa num curto espaço de tempo. Convém intercalar com outras do mesmo grau de importância e porquê, perguntam os que estão neste momento a retirar minuciosamente do calçado, o dejecto que foi largado no passeio pelo Paulinho. Eu passo a explicar com um exemplo do que não se deve fazer. Foi em estado R.E.M. que me surgiu o décimo oitavo melhor exemplo de improvisar de forma vergonhosa e amadora.

Para melhor perceberem, poderia imaginar um cenário hipotético. Mas não me apetece e o orçamento que me disponibilizam para cenários é cada vez mais diminuto que nem chega para as bandas sonoras, quanto mais para efeitos especiais (como o efeito de névoa que fica sempre bem no início de cada cenário hipotético que faço).

Tenham em conta um exemplo recente. Um cardeal de vestes púrpuras (vou-lhe dar o nome fictício de Tarcísio Bertone com o intuito de proteger a sua verdadeira identidade), não pode desculpar a pedofilia como sendo uma coisa própria da homossexualidade, quando no seio da Igreja existem padres que abusaram e/ou abusam de meninos de coro.

Reparem, este cardeal (a que dei o nome fictício de Tarcísio Bertone com o intuito de proteger a sua verdadeira identidade), tomando a decisão precipitada de jogar a cartada "tapar o sol com a peneira" para evitar que a já frágil situação eclesiástica acabasse caída por terra, desencadeia um resultado naturalmente igual a deixar um rato solto numa loja de peças de cristal, sem tirar primeiro o elefante do seu interior...

Será possível evitar esta situação constrangedora!? É possível.

Tanto assim é, que foi sobre o efeito de muita cafeína, um mapa das instalações do Vaticano (que adquiri perto da Basílica de S. Pedro pelo preço de 10€) e munido apenas de um castiçal em casquinha, que cheguei a vislumbrar um documento escondido numa das gavetas da mesinha de cabeceira do Papa. Os representantes católicos terão já um plano muito bem arquitectado para futuras situações de pânico instalado. Todos os padres que divaguem de maneira ilógica perante um ou mais microfones, serão alvo da "Imaculada Zarabatana do Sumo-Pontífice". De salientar que o dardo tranquilizante disparado, está impregnado com a saliva do famigerado padre Frederico...

escrito por centrodasmarradas às 09:26 linque da crónica
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