18 de Junho de 2010

...grão a grão, enche a galinha o pato...

 

Chegou novamente o bom do calor e com ele as micoses resultantes do suor em abundância, em junção com a utilização de roupa interior sintética.

O que eu gosto do calor é algo quase indescritível. Graças a ele, quem é que nunca sentiu a nostalgia de recordar a infância ao andar de pés descalços na rua e de tronco ao léu? Quem ousou resistir ao chamamento de rebolar na erva alta e ficar com aquelas sementes agarradas ao pêlo? Quem é que nunca deu em andar de gabardine numa praia de nudistas, simulando uma erecção?...

 

A primeira coisa que se deve fazer quando o Verão começa, é limpar o carro. A meu ver, o carro deve ser limpo somente em duas situações:

A primeira é na mudança de estação. O fim do Inverno (altura em que abro pela primeira vez as janelas do meu carro), é a melhor oportunidade de renovar o ar do interior.

A segunda é quando o pó dentro do habitáculo já é tanto que o efeito produzido ao espirrar, é o mesmo que agitar uma daquelas bolas de vidro com um boneco de neve no interior e que simulam perfeitamente um nevão...

 

Nesta ilha onde não se passa nada a não ser a minha parca sanidade, estava eu no outro dia a exorcizar uma gaivota que apelou aos meus serviços quando, sem pedir licença, veio-me à ideia uma simulação deveras pertinente (daquelas que só aparecem a quem pratica o raciocínio ao mais alto nível debaixo do sol escaldante).

Fechem os olhos e façam-no só se estiverem agarrados a alguma coisa estável e estática. Digo isto porque uma vez fechei os olhos e a coisa não correu muito bem (na noite anterior tinha sido as celebrações do Final da Época do Controle de Natalidade da Gaivota Comum nas Berlengas).

Bom, sigam-me num hipotético cenário em que a Federação Portuguesa de Futebol não iria produzir os equipamentos da selecção nacional em Portugal. Haverão lesados? Haverão interesses? Num cenário destes, o que poderá ser arquitectado como justificação? Apresentei a mim próprio as principais dúvidas:

Será por, assim como há falta de jogadores de futebol neste país, também há falta de empresas têxteis capazes de tal façanha?

Será por a Federação Portuguesa de Futebol olhar para o povo no oriente distante, como um povo a precisar verdadeiramente de ajuda!?

Após apresentadas as principais dúvidas, a busca da resolução deste hipotético cenário não durou mais que um desmaio por insolação e vi uma solução. Transcrevi-a para o tronco do coqueiro estéril para não me esquecer e vou finalmente partilhá-la convosco. Cá vai transcrito o resultado a que cheguei:

"comparando com o povo português, a sua natalidade é maior que todas as lemmings de vida fácil juntas a dar à luz e ao mesmo tempo"...


escrito por centrodasmarradas às 20:27 linque da crónica
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