06 de Janeiro de 2011

...a malinha da vizinha, é sempre maior que a minha...

 

Mas que raio!? Agora já não se pode ser livre de se fazer uma imitação estática de um daqueles Pais Natal que dão a ideia de estarem a trepar uma varanda por uma corda, que é-se logo rotulado de ladrão!? E qual é o mal de ser a varanda do Palácio de Belém!? Não foi onde o menino nasceu? Mas que falta de tacto e sensibilidade artística!

Bom, vamos esquecer este episódio indigno...

 

Por acreditar ter chegado o momento oportuno, resolvi tecer um breve reparo à ousadia vergonhosa neo-burguesa q se agiganta e que sem protesto serpenteia incólume pelos demais.

O dia 25 de Dezembro, meus caros fiéis e crentes do pensamento livre à beira-mar cuspido de areia, é algo que acontece uma vez por ano e sempre a seis dias do fim do mês e, por infeliz coincidência, a seis dias do fim do ano. Infeliz porque não bastando perus, bacalhaus, polvos e leitões sacrificarem-se para posteriormente sobrarem ancas, rabos, tentáculos e focinhos (respectivamente por essa ordem ou se quiserem, outra ordem mais divertida), é também nesta altura impar que morre o malogrado do ano.

A morte não é uma coisa que se deva aceitar de ânimo leve e com desmesurada euforia. Creio piamente até ser de bom-senso usar de algum respeito por algo que, embora com pouco mais de 365 dias de longevidade da sua parca existência, paradoxalmente passou por muito - cheias por ali, ondas de calor por acolá, linchamentos na Grécia, mais 500 milhões de Euros para atestar o BPN, provável beatificação de Cavaco Silva...

Eu não chego à célebre "passagem de ano" e rebento em pinotes a dizer adeus ao "ano velho" (lá está o habitual impropério!), enquanto espalho espumante Asti-Marreta por cima de tudo e todos, ébrios ou não, que dançam músicas alegres e bem dispostas. Eu não! Aliás, recuso-me!

Quando chega o momento de despedida, sinto um peso nostálgico a invadir-me, que me faz erguer a taça e proferir algumas palavras em honra desse ícone que saboreou a vida de uma forma tão efémera e que partiu de forma prematura.

Aquando de uma "passagem de ano", peço que considerem a hipótese de moderar a euforia ou, na impossibilidade de o fazer e após despertarem a atenção de todos, evoquem um minuto de silêncio. Sejamos justos, é o mínimo. Bem haja a todos...

escrito por centrodasmarradas às 16:18 linque da crónica
Janeiro 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
13
14
15
16
17
18
19
20
22
23
25
26
27
28
29
30
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

os que venderam bem
6 comentários
4 comentários
4 comentários
4 comentários
3 comentários
2 comentários
mais sobre o espécime
saída de emergência
 
patacoadas
..ainda bem. Está na altura de trazer uma garrafa ...
Vinho é muito bom! concordo consigo :D
Esse reality show não teria grande sucesso, pois j...
...e será só ela, Rafeiro? Abraço...
Quando aparece o tipo a dizer porque é que a outra...
...a seu tempo, meu caro. A seu tempo...
...bem relevante!...e as garantias?...ningué...
Eu não sei se devemos dar dinheiro a esses tipos o...
1º Eu respondi a cena do ministro, queres a morada...
Eu juntava era esses criadores de dias mundiais e ...
blogs SAPO