12 de Março de 2011

...quem come por gosto, não cansa...

 

Gostaria de começar pela masturbação.

Algo originariamente primitivo e que pouco ou nada evoluiu ao longo de milhares de anos. Característica da sua personalidade vincada, ou egoísmo traduzido em auto-satisfação manual?...

 

O assunto desta crónica, é a nobre arte de mostrar indignação e de como revoltar-se. Tentarei encontrar respostas a questões como "o que é o poder de sugestão?", "qual o potencial de uma palavra de ordem?", ou mesmo "em manifestações, será viável o pedido de uso de açaime por parte da autoridade?".

Para isso desloquei-me mais uma vez à Serra da Arrábida, onde se encontra escondido o autoproclamado único terrorista luso. Comigo está quem mais senão o famigerado Laurêncio d'Arrábida e curiosamente atrás de nós, um enorme e atraente cartaz promocional de Trípoli.

 

Especialista do Centro:

- Laurêncio, grato pela hospitalidade e respectivas tâmaras. Interrogo-me sobre o significado do cartaz turístico.

 

Laurêncio:

- Ainda bem que me faz essa pergunta! Quase nem dormi com tamanha excitação por poder responder a uma questão sobre o cartaz. Sabe que são ínfimas as pessoas que deambulam por aqui e que são potenciais curiosos sobre os meus gostos decorativos. E a minha patroa não liga muito a decoração. Mas, se lhe perguntar o que juntar a um arroz branco, ui! Desbobina-lhe mais receitas que a Wikipedia e um chef de cozinha indiano juntos!

Quanto à pergunta, esta foi a forma de mostrar a minha total solidariedade para com o povo líbio.

 

E. do Centro:

- Curiosa associação e feliz coincidência para o decorrer desta sessão de perguntas. Diga-me que conselho lhe apraz passar aos seus seguidores? O que acha necessário para singrar na arte do terrorismo?

 

Laurêncio:

- Na verdade, precisam de pouca coisa. Conta-se pelos dedos, repare: Imaginação, audácia, arrojo, coragem, loucura, intempestividade, sangue frio, descaramento, raça, astúcia, subtileza, concentração, assertividade, paixão, bons reflexos, visão e, claro está, explosivo suficiente.

 

E. do Centro:

-...sei...mas como autoproclamado único terrorista em espaço nacional, não acha que seria mais correcto estar lá, nem que fosse como observador?

 

Laurêncio:

- Chiça! Está doido!? Para ainda acabar morto!? Aquilo é tudo gente que faz primeiro e pensa depois! Obrigado, mas não obrigado! Eu prefiro assistir a tudo em segurança, através do LCD e em HD...

 

E. do Centro:

- Laurêncio...está ciente que esse tipo de atitude não abona propriamente em seu favor?

 

Laurêncio:

- Posso ser um terrorista, mas doido não vem no meu C.V.!

 

E. do Centro:

- Bom, é melhor dar por terminada esta sessão de esclarecimento...

 

Laurêncio:

- É pena. Não quer saber a minha opinião sobre a vida do Khadafi devassada em praça pública?

 

E. do Centro:

- Diria se lhe perguntasse?

 

Laurêncio:

-...hmmm...pensando bem, não me parece. Seria muito arriscado..

escrito por centrodasmarradas às 12:19 linque da crónica
Lixaste o texto logo no início. Então a masturbação não evoluiu? Antes os tipos tinham de esgalhar o pessegueiro a olhar para um borrão de mamute, pintado numa caverna escura. Agora com a Internet, têm à disposição as mamas de qualquer gaija!
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