17 de Julho de 2009

...duas taças de vosso melhor palheto, meu bom homem...

 

Meus fiéis, distintos narcolépticos, povo em geral.

 

Hoje vou deambular por caminhos nunca antes calcorreados neste "blog" - o ensaio literário romântico.

 

...(collants da época dos Descobrimentos...pigarreio...respirar fundo)...

 

Em galope fervoroso no seu brioso corcel, o bravo cavaleiro avançava pelo caminho que serpenteava entre o bosque de farto arvoredo, fiel à sua demanda.

O movimento bárbaro dos cascos do equídeo, arrancava do solo a erva ainda bafejada pela neblina húmida das primárias horas matinais.

Os raios vespertinos do astro celeste, trespassavam as copas do arvoredo, quase cegando os pássaros madrugadores que pululavam os ramos altivos, em melodias canoras.

De súbito, não vislumbrando um ramo traiçoeiramente parvo, sofreu deste tamanha palmada que o arremessou, prostrando-o no piso duro e poeirento.

O garboso corcel abrandou e soltou um estridente relinchar jocoso, enquanto expelia vapor de suas largas narinas.

Apeado, cambaleante, o nosso cavaleiro andante ainda verificava a orientação da Rosa-dos-Ventos, já vociferava entre dentes, a parca forragem que iria destinar ao corcel maledicente.

Recuperado, embora assaz aturdido, montou o alazão e acicatou-o ao horizonte, alheio aos mil perigos do restante caminho, apertando agora as rédeas mais do que nunca, não graças ao brusco galope, mas à ocorrida mui humilhante experiência.

Passadas parcas milhas e nada o fazendo prever, do meio da insondável folhagem de um afoito arbusto, surgiram dois tenebrosos e mal-afamados vilões que fizeram espelhar a surpresa no focinho do alazão, parando-o num ímpeto só, graças ás sublimes ferraduras de marca deveras afiançada.

O valente cavaleiro, usando de malfadada sorte, num movimento quase circense, rodopiou erraticamente sobre a cabeça do animal, ficando suspenso nas rédeas, de frontispício voltado à mercê dos assombrosos fora-da-lei.

Nada mais havia a fazer, senão ser condescendente e anuir à entrega do parco soldo que lhe restava e que era destinado a apaziguar a larica na estalagem mais adiante, albergue onde se encontravam as mais esbeltas e castas donzelas de reputação duvidosa.

Despido num ápice de posses, calçado e vestimentas, o nobre cavaleiro seguia em primeiro, secundado pelo seu fiel equídeo que, jocosamente relinchava alto e bom som, uma e outra vez, sendo audível para lá do vale e rio sobranceiro.

 

 

...(pigarreio...respirar fundo...despir míseros collants)...

 

 

E agora, deixo-vos a pensar na vossa vida, se não se importam.

escrito por centrodasmarradas às 23:45 linque da crónica
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