01 de Junho de 2009

...se eu tocar aqui, dói?...

 

Depois de me esforçar tanto quanto se esforçou Manuela Ferreira Leite ao tentar esboçar um sorriso para o "outdoor" de campanha, quase consegui ver boas intenções na bancada dos contra no programa "Prós e Contras" da RTP1, ao tentarem "convidar" o Dr. Marinho Pinto a sair do lugar de Bastonário...

Tentei, juro que tentei. Houve esforço da minha parte.

Mas porquê "convidar" a sair um Bastonário que, finalmente, anda a falar a verdade ou, como diz José Pedro Gomes, a "coçar onde é preciso"!?

Queres ver que o homem anda a estragar o negócio a alguém!?

Queres ver que o homem foi democraticamente eleito por pessoas com peso na consciência!?

Queres ver que o homem está na profissão errada!?

Queres ver que o homem é a personificação de "uma verdade inconveniente" para alguns "lobbies" da advocacia!?

 

Sorrio quando ouço "pepinos-do-mar" dizer que faz falta um Salazar...

Penso para mim "perdoai-lhes Senhor, pois não sabem o que dizem".

Se todas as pessoas que dizem ou pensam assim (incluindo os que viveram nessa altura), fossem seriamente torturadas à boa maneira da P.I.D.E., de certeza que, no dia seguinte, ou queriam repetir a experiência por se acharem masoquistas a viver há muito no armário ou então, jamais em tempo algum, iriam querer ouvir outra vez a palavra "jambé" ou usar umas calcinhas "à chapitô" na vida deles.

 

Vamos falar de outras coisas que continuam a deixar alguma impressão?

Quando vamos a conduzir, serão os quinze minutos de publicidade/jingles de estação das rádios que ocupam a totalidade do percurso de viagem que nos incomodam, ou será aquela pedra que não tirámos do calçado quando tivemos oportunidade para tal?

 

O que é que quis dizer com isto?

Muita coisa, nada e tudo ao mesmo tempo.

Ou seja, há-de servir tanto para o vosso esclarecimento, assim como o Dr. Rogério Alves (ex-bastonário), serve para a sua própria consciência.

 

Mudando de assunto como quem muda de opinião jurídica, olhem para a campanha das eleições europeias e vejam o que mudou no discurso e na maneira de fazer política em Portugal, desde o primeiro 25 de Abril.

Francamente, se eu fosse filho ou pai de qualquer um destes mandatários partidários, exigia que uma mãe russa alcoólica, me levasse contra a sua vontade para a sua aldeia natal e me batesse, em directo para os quatro canais de televisão pública portuguesa, de tal maneira, que a classe jurídica rangesse os dentes e andasse numa nervosa rotina casa de banho-cama/cama-casa de banho.

 

Ser em directo nos quatro canais públicos portugueses é bastante credível porque, se é credível com o futebol e com a religião favorita deste país laico, também é credível em plena febre de época de eleições.

 

E por falar em granito, sabem do que são feitas as pedras do rio com que se derruba uma gaivota que voa jocosamente, enquanto imita um despertador?

 

escrito por centrodasmarradas às 23:36 linque da crónica
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