26 de Agosto de 2009

...buu! eu sou o papão e vou-te comeeer!...

 

Febris agorafóbicos, distintos obcessivo-compulsivos, acólitos, mirtilos maduros. Saudações.

 

Quais são as melhores alturas para dar ou apanhar um susto como manda a lei?

Ao longo dos mais variados parágrafos, irei verificar parâmetros, analisar paradoxos, investir sobre paredes, perseguir carros...

Qual o melhor momento para dar um susto ao semelhante?

Eis uma pergunta perspicaz, como muitas outras que faço a mim próprio constantemente e que merece séria congeminação.

 

O primeiro susto de que há conhecimento, foi cometido no Paraíso.

Eva disse a Adão que estava grávida, Adão engasgou-se com a maçã, Deus interveio com a sua magnificente sapiência, "despachou" a criança para uma terrena e criou o big bang para apagar vestígios.

Não tentem fazê-lo.

Acreditem, é extremamente complicado.

 

Sem dúvida de que há países que têm para oferecer emoções fervilhantes, adrenalina e muita palpitação aos seus visitantes.

No topo dos países mais propícios a um belo susto, temos o Iraque.

É sobejamente conhecido por, se não estoirar duas ou três bombas por dia, não é a mesma coisa.

É como assistir ás Tardes da Júlia sem a Júlia Pinheiro.

Neste ofício do susto premeditado, há todo um trabalho de bastidores, trabalho de minúcia, rigor e profissionalismo.

Uma grande equipa constituída por dezenas de pessoas, trabalha sobre pressão noite após noite, para tornar possíveis os maiores sustos inimagináveis, com a agravante de se tentarem superar diariamente.

Num país onde já ninguém se assusta quando se bate com violência e estrondo uma porta de uma divisão espaçosa, é sinceramente desmotivante e frustrante para quem quer brincar, fazer os corações bater mais rápido e tornar brancos um ou dois cabelos.

 

Não é fácil encontrar locais novos ou intactos, capazes de surpreender até os mais cépticos e calculistas.

As estatísticas não ligam aos incautos ou distraídos, não andam atrás da opinião formada do Nuno Rogeiro.

Existe um enorme fosso entre a criação e o resultado. E esta situação por si só, é a prova cabal de que não se mostram melhoramentos significativos, no interesse pelas tradições de uma comunidade.

 

Para acabar em beleza e com o bolo em cima da cereja, tendes todos de acertar ainda esta semana, no número do terceiro vagão do comboio de carga, que sai do Entroncamento para sul.

Os que acertarem, podem experimentar uma viagem clandestina com as roupas da Linda de Suza, espetando um susto ao revisor ou levando um susto deste, assim que ele revelar o valor da multa...caso sejam apanhados, claro.

escrito por centrodasmarradas às 22:38 linque da crónica
26 de Agosto de 2009

...malmequer...malmequer...malmequer!?...

 

Como diz um dos meus lemas preferidos nesta altura agreste do ano, "doem-me os joelhos, amanhã vai chover".

 

Hoje, fiéis esponjas sedentas de clarividência, tenho o sexo para dissertar. Mas não de qualquer sexo. Falo dos nossos sexos!

Relaxem. Não iria falar de algo ao qual fosse totalmente alheio.

Por isso, fui pedir conhecimento de causa à espécie mais competitiva à face da Terra - a espécie Humana.

 

Ao longo de séculos, a guerra dos sexos (assim era chamada outrora), liderou espíritos de revolta e fugaz bracejar anárquico.

Durante milénios, o Homem e a Mulher disputaram o topo da cadeia alimentar, o trono da hierarquia, o topo da pirâmide.

Mas isso, foi em tempos de linguagem arcaica, tempos idos na areia da cronologia anciã.

Só devido a uma mão cheia de pergaminhos raros e praticamente ilegíveis, é que se teve noção de como Homem e Mulher gladiavam-se mutuamente, por um lugar ao sol ou por um lugar à sombra.

Todavia, como depois da tempestade vem sempre a bonança, ambos os sexos admitem agora, que nem sempre foi fácil anuir ás exigências um do outro, mas isso são águas passadas, reiteram.

Hoje vivem juntos, confraternizam de uma maneira saudável, cordial e reinam de igual para igual, em harmonia e entreajuda.

 

A minha teoria de provar que sentado num aspirador, consigo deslocar-me somente graças ao poder de sucção do dito aparelho, revelou-se um fiasco.

Infortúnio dos infortúnios, o aspirador usado para a experiência, tinha as saídas de ar laterais e não traseiras como logicamente era suposto e isso, para qualquer entendido em estudos de deslocação do ar e sua utilização como propulsor, faz toda a diferença. Aliás, é de todo em todo impossível realizar qualquer tipo de experiência que envolva apontar para a frente o tubo que suga o ar, quando o aspirador em causa, não vem munido de saídas de ar traseiras.

Mesmo assim e porque o estudo requer resultados para atrair possíveis investidores, resolvi arriscar a própria vida e efectuar um primeiro ensaio com o aspirador que de nada servia para o efeito.

Devo revelar que o resultado não foi o desejado, mas fiquei com um apontamento digno de nota para ensaios futuros: o cabo de corrente eléctrica do aspirador, deverá ter comprimento suficiente para uma volta completa à pista de atletismo. Caso contrário, os testes não irão a lado nenhum...

 

Como já vão sendo horas de acicatar a chuva com uma capa vermelha de toureiro, permitam-me uma última reflexão digna de referência.

Entre uma pessoa que ignora avisos visíveis de perigo e uma pessoa que não respeita o código de estrada, qual delas deverá "bater, bater, bater na portinha do Céu"?...

escrito por centrodasmarradas às 01:15 linque da crónica
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