28 de Outubro de 2009

...bicho ruim, não morde...

 

Meus fiéis, sejam bem-vindos a mais um espectáculo onde é reservado o direito de admissão àqueles que trazem soutien vestido na cabeça.

Da mesma maneira que um convidado televisivo fica a fazer figura de urso em frente ás câmaras, no espaço de tempo em que ouve a opinião de um telespectador, assim acontece com o telespectador que na sua televisão sem som, assiste incrédulo à figura inerte que olha para a câmara sem pronunciar quaisquer movimentos labiais ou gesticular orientações...

 

Outra martelada em dedo alheio, é a bacoca expressão "gritar palavras de ordem".

- O Sindicato dos Furtadores de Coisas que Aparecem Misteriosamente na Pasta e o Sindicato dos Furtadores de Coisas que Aparecem Misteriosamente no Bolso, marcharam avenida abaixo, gritando palavras de ordem para a polícia.

Mas afinal, não é suposto ser só a autoridade a gritar palavras de ordem!?

Quem foi a primeira pessoa a utilizar isto!? Deve ter sido com a melhor das intenções, sem dúvida. Mas os que se seguiram na utilização desta expressão, espalharam-se ao comprido intencionalmente, num drama verbal só compreendido por um burro cujo zurrar, é composto por duas notas musicais tão distintas e tão opostas, contudo sofríveis.

Por falar nisso e em jeito de nota meditativo-creativa, um burro deve sentir-se angustiado ao observar uma ave canora e ter plena consciência, que as suas notas musicais deixam algo a desejar.

Há concerteza por aí um burro ou outro que se enche de coragem e, à desgarrada, tenta impressionar um rouxinol e no momento em que o pássaro lhe dá a deixa, este animal solta um estridente, sonoro e onomatopeico "hiii-óóóó!"...

Voltando a malhar novamente no dedo, há que arrepiar caminho, acicatar as mentes a buscar novas e sensatas expressões. Expressões com que as pessoas realmente se identifiquem.

Deixo aqui uma bastante sugestiva:

- O Sindicato dos Furtadores de Coisas que Aparecem Misteriosamente na Pasta e o Sindicato de Furtadores de Coisas que Aparecem Misteriosamente no Bolso, marcharam avenida abaixo gritando palavras que compõem êxitos da música ligeira portuguesa, como por exemplo "Sobe, sobe, balão, sobe" da Manuela Bravo, "Zumba na caneca" da Tonicha, ou até mesmo "Leva-me ao cinema" da Gabriela Chaves.

 

Fecho a braguilha com um pensamento religioso.

Se os árbitros lusos não vêem qualquer problema quanto à profissionalização da arbitragem...qual a razão de tanta demora e impasse?...

Volto brevemente com mais um alguidar de água quente com sal para molhar o pé de atleta.

escrito por centrodasmarradas às 16:19 linque da crónica
28 de Outubro de 2009

...a vida são dois dias, o carnaval não sei porque não gosto...

 

Nunca mais quero ter um pesadelo como este último!

Sonhei que estava a assistir em primeira fila a um concerto do Tony, de elementar t-shirt com o frontispício do indivíduo e apetrechado com a lógica bandeira em riste.

Todos (incluindo eu), gritavam "Tony! Tony! Tony!"...foi há uma semana atrás e ainda hoje tento recuperar do sucedido. Não tem sido fácil. Ainda me custa encarar as pessoas na rua, com o receio de que se apercebam que sonhei com esta catástrofe.

 

De fazer Saramago rebolar nu por uma encosta abaixo repleta de urtigas, é a fantástica ideia que tive para o papel higiénico dupla face, perfumado e absorvente.

Seria um inquestionável êxito mundial, imprimir vários sucessos literários em papel digno e de qualidade como este.

Que melhor maneira de homenagear uma das melhores ideias seculares e que esteve sempre ali para nos servir em momentos de maior sacrifício?

- Quem é que teve a ousadia de utilizar o resto do meu rolo que continha o final do livro "Anita vai para a fila do rendimento mínimo"!?

- Se utilizaram, é merecido! Eu andava a ler "Harry Potter e as ceroulas em macramé" e ninguém se dignou sequer a ler o final em voz alta, antes de o utilizar!".

Que mais poderia contribuir para a paz interior, serenidade e enriquecimento do indivíduo (enquanto no apego à sanita), senão aquele papel inundado de palavras sábias a engrandecer e a deixar níveo o momento de aflição?

 

Assim como um cão ensina o animal de estimação que o leva a passear, a recolher os dejectos dos relvados e passeios, também devia ser colocado em prática um plano semelhante quanto ás vacas que vêem o seu leite ser desperdiçado, derramado nas ruas sempre que os produtores de leite reivindicam o seu direito à greve.

Eu imagino duas vacas a segurarem um destes camaradas e uma outra a encaminhar-se para ele enquanto diz:

- Aqui tens, meu lindo. Coloco em tuas singelas e hilariantes maminhas estes sedentos recolectores de leite, que se desligam automaticamente nos modestos 100 litros para que, a partir de agora, dês mais valor ao nosso esforço e ao invés de fazeres disparates, entregues o leite (quiçá), a instituições de caridade.

 

Numa altura em que investigo milhares de sensações novas e úteis para estudos realizados um pouco por todo o mundo e pagos não sei por quem, decidi experimentar proceder à análise de resultados antes de proceder à experiência em si.

Se falhar alguma coisa, no fundo, no fundo, o estudo já era desde o início salvaguardado em ser considerado estúpido o suficiente, para haver represálias quanto à revelação dos resultados...é justo...

escrito por centrodasmarradas às 01:42 linque da crónica
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