26 de Dezembro de 2009

...quem te alisa, teu amigo é...

 

Qual é a época do ano que religiosamente (e repito muito bem), religiosamente leva a centros comerciais, multidões unidas em grande confraternização, por vezes até num consumo orgástico, como se não houvesse amanhã!?

Quantas e quantas crianças podem dar-se ao luxo de nunca ter tido uma prenda!?

"Desculpa, mas tenho namorado" poderá ser considerado como sinónimo de doença venérea!?

 

Meus fiéis, digníssimos elementos de desvio de tráfego rodoviário, parteiras.

Hoje estou convicto que irei conseguir solucionar a dúvida que todos os anos por esta altura, ataca a mente dos adultos.

O Pai Natal existe ou não?

Não é à toa que por esse mundo fora, muitas crianças apanhem com uma bem administrada palmada por sequer torcerem o nariz a um dos eventos que mais levantamento de capital faz acontecer nas caixas multibanco. Falo-vos, claro está, do Natal.

Essas são as mesmas crianças que mais tarde transformam-se em jovens adultos, realizam todo o procedimento para contrair um empréstimo e o Banco de Portugal pensa de maneira sádica para com os seus botões de punho ouro-rosa, com motivos madrepérola:

"Olha quem é ele. O céptico menino que desencorajava os pais a fazer movimentos de conta na época natalícia. Tenho uma bela prenda para colocares no sapatinho. CHUMBADO!".

 

Por isto, peço a todos os pais que eduquem os seus filhos a não ignorar toda a carga financeira implícita nesta época consumista e que não dêem demasiado valor ao estado do crédito mal parado.

Directamente aos pais, peço para não irem desalmados a partir do dia 26, como se não houvesse amanhã, verificar o valor financeiro das prendas como muita pessoa faz ( além de ser de mau tom, revela uma profunda falta de tacto), medindo assim o valor afectivo que essa pessoa nutre por ela:

"Ofereceu-me uma jarra da loja da Dona Capitolina que custa...4,99€!?...o sovina...para o ano leva com um parzinho de peúgos já com buraco para o dedo grande, que é só para aprender a não ter medo de ficar com a conta em saldo negativo nesta altura do ano".

 

O espírito de Natal, é todo ele envolto na mística do "dar e receber", "fazer o bem sem olhar a quem". Não devemos cair na tentação de chegar ao ponto de tornar a época festiva, numa época de competição:

"Espero que te roas de ansiedade só pelo facto da minha prenda ter sido melhor que aquela que me ofereceste e que isso te consuma durante o sono até ao próximo dia 25 de Dezembro...bastardo.".

 

Em suma, abençoada a época que atravessamos mundialmente e que o Banco de Portugal também pense em atribuir indulgências, assim como o exemplo do nosso impávido e sereno Presidente da República Prof. Aníbal.

Por isso eu digo, viva o Bolo-Rei, Viva o Bolo-Raínha, viva o Vinho do Porto e viva aquele senhor que, na carruagem do Intercidades, fez com que uma senhora saísse enfurecida da nossa cabine e, só por isso, ficou lugar para se sentar uma outra com menos quarenta anos. Um grande bem-haja para ele e para todos os meus fiéis em especial, festas felizes e muito amor (saúde também, mas como o tempo está assim frio, acho que o amor vos dá mais jeito)...

escrito por centrodasmarradas às 23:57 linque da crónica

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