...tapar o sol com a traineira...
Depois de saber que os "luso-descendentes" Black Eyed Peas vão representar musicalmente a nossa selecção, chega a vez da "africana" Shakira ser escolhida para o hino do Mundial. Eu só espero que a cerveja não me saiba mal no decorrer deste evento senão, aí sim, parto a loiça toda!...
Bom, hoje que o dia está quente achei por bem vir para o sol, longe da protecção do meu bidon. O objectivo é tentar não apanhar um escaldão antes da época devida. Até o meu par de Pinguins de Magalhães, que acorda todos os dias pelas sete da manhã para irem abastecer-se ao mercado dos produtos biológicos, sabem que os escaldões de pele fazem mal fora da época balnear. Eu pessoalmente, não acho de bom tom alguém andar já queimado pelo sol. Denoto logo que a pessoa em questão quer dar nas vistas ou então quer uma demonstração de afecto à boa maneira antiga.
Mas venham por aqui, pelo carreiro. A erva alta esconde por vezes o gato da Dona Ermenegilda e não quero que o pisem.
E por falar em comunicação meus fiéis, a dita é uma coisa bastante interessante que, segundo consta, trata-se de um canal que nos é permitido utilizar sempre que possível e que serve para desabafar. Desabafar faz bem. É como chorar! Dizem os entendidos em matéria da humidificação que lava a alma. Eu preferia que lavasse algo meu, como o quase-meu automóvel...era água muito mais bem empregue.
Mas adiante porque verdade seja dita, a Terra é como uma mosca à volta do Sol e não pára quieta, mesmo até ao fim do dia.
Quantos bons exemplos de comunicação conseguimos encontrar no dia-a-dia ou na noite-a-noite?
Qual a justificação para que, no mesmo vasto e espaçoso canal de comunicação que a todos alberga, dois indivíduos consigam a proeza de chegar a um mal-entendido?
Terão as cores de um semáforo alguma ligação com as cores da nossa bandeira ou é uma coincidência?
A falta de comunicação ganha mais realce, quando duas super-potências mundiais entram em conflito de interesses e depois é necessário uma espécie de mediador com trejeitos de conselheiro matrimonial, para pô-los novamente a olhar um para o outro. Esse mediador costuma ser um adulto...
Coloquei os pés no meio do lodo do rio e graças a esta façanha, a primeira imagem que me veio à ideia foi a de outrora se ter falado de que o Iraque possuía armas químicas...mas que na realidade, não possuía...ou possuía, mas entretanto livrou-se delas antes do ataque surpresa das forças conjuntas. Mas e se tiveram!? Já vos passou pela cabeça (a ideia, não a ogiva)!? Aquilo é que foi trabalhar em equipa! Eu imagino guardas reais de peito para a frente, braços hirtos colados ao corpo, num enorme reboliço, atarefados mas sem sair da formação e sem perder a pose, em passo de corrida, a despachar ogivas letais que se têm de manusear com a maior das tranquilidades.
Para acabar, tempo ainda para me interrogar quantas moléculas desta água do rio onde molho os pés, passaram por uma central nuclear espanhola...