...águas traçadas, não movem moinhos...
Ah, aquelas manhãs de Verão com raios de sol a despontar e a aquecer a nossa cara, quando nem sequer nos importávamos com o cancro de pele...(suspiro). Vamos agora esquecer o ano de 1638 e voltar para o séc. XXI, onde a crise aperta o mundo tanto ou mais que uma cela na Birmânia.
Existem muitos tipos de arte e sem contar com a arte de fazer chichi para a sanita da casa de banho de um comboio em andamento, a mais difícil talvez seja mesmo a de fazer chichi com uma infecção urinária para a sanita da casa de banho de um comboio em andamento.
Podia aqui ficar a enumerar artes até esgotar o meu tempo de viagem. Podia, mas não estou para isso.
Vou antes criar uma ao calhas, simplesmente juntando duas palavras da página 49 do capítulo XI do Grande Manual dos Ofícios, edição de capa dura, com pormenores dourados e coisinhas.
Um compasso de espera e cá estão! "Espremedor", "Tectos". Como não quero com esta escolha encorajar animais a procriarem mais rápido que uma etapa da Volta a Portugal em Bicicleta, exclui de forma óbvia "Tectos" por ser uma palavra com alteração badalhoca no novo acordo ortográfico e por isso, procedi a uma nova busca aleatória. O resultado desta nova junção deu "Espremedor Papel". Ora aqui está uma arte castiça e que jamais iría lembrar ao I.E.F.P.!
Eu acabei por experimentar e fiquei com as pontas dos dedos todas cortadas.
Mesmo assim, ainda bem que existem estas viagens que nos fazem relaxar e pensar no que há de mais absurdo, no que é realmente importante. Mesmo num mundo surreal e vasto como é o das artes. Isso e a conclusão de que não convém ter ideias parvas num comboio em andamento...