...ladrão que poupa ladrão, tem 100 anos de perdão...
Há milho nesta altura do ano a crescer na espiga e é sempre bom ter milho. Em tempos de crise, muita galinha daria a coxa esquerda por um generoso punhado de milho.
Mas enquanto a galinha vem e não vem para a mesa, as obras nesta estação permanecem em ponto choco e não deixam o calor fazer o que lhe compete...
Eu tenho o cidadão em grande estima. Qualquer um! O cidadão comum tornou-se um ser que pensa. Indigna-se, põe em causa. Um pouco como as galinhas.
Fiz um breve questionário "à boca de incêndio" e o resultado do que pensam os cidadãos comuns do nosso país deixou-me inquieto, porém satisfeito:
> Impulso de colocar portagens num carreiro de formigas - Um cidadão;
> Pensar se uma máquina multibanco acredita ou não se a sua existência faz sentido quando desprovida de dinheiro - 3 cidadãos e um ambientalista a empunhar uma bandeira colorida;
> Reconhecimento da violação dos direitos fundamentais de um volume de tabaco que se vê contrabandeado entre nações - 10 cidadãos, 2 ambientalistas a gritar "uva passa, nunca mais!" e 5 cêntimos;
Como podem constatar, não são somente as galinhas a ocuparem o seu tempo com questões tão pertinentes como:
> Será que a Marineide vai cometer suicídio hoje à noite, ou irá preferir optar por atirar o Rinaldilson do pontão? - 15.000 cidadãos, um ex-escravo do grupo detentor das lojas de roupa da moda e o Noddy.
Assim como o comum dos cidadãos, também as galinhas não deixam nada por revolver. Esgravatam tudo!
Eu calculo que essa atitude seja graças ao poder que a curiosidade exerce sobre os seres vivos...